Brasil

Barra: Barraqueiros defendem aluguel de Cadeira

07 de Fevereiro de 2014 -Piatã

"Isso é um kit falência", reclama barraqueiro da Barra sobre novos equipamentos da orla

Barraqueiros se recusam a utilizar o equipamento padronizado e dizem que não vão colocar cadeiras e sombreiros na areia até resolver problema sobre cobrança

Foto: Correio.Na praia do Porto da Barra, barraqueiros já estão com kits padronizados pela prefeitura, mas ainda utilizam equipamentos antigos para seguir cobrando aluguel dos clientes

Na praia do Porto da Barra, barraqueiros já estão com kits padronizados pela prefeitura, mas ainda utilizam equipamentos antigos para seguir cobrando aluguel dos clientes

A situação ficou mais confusa no Porto da Barra desde quando foram entregues, na última quarta-feira, os primeiros kits de praia aos barraqueiros que trabalham no local. Isso porque a praia de cerca de 250 metros de extensão deve ganhar mais cadeiras do que estava previsto. Além disso, os barraqueiros seguem cobrando aluguel por cadeiras e sombreiros, marcam as peças e até se recusam a utilizar o equipamento padronizado.

A previsão é que o número de barraqueiros no Porto chegue a 31, já que novos kits serão distribuídos a partir do dia 15, segundo a secretária municipal de Ordem Pública, Rosemma Maluf. Cada kit tem 20 cadeiras, 10 sombreiros, 10 banquetas, 10 lixeiras e um ombrelone.

Mas, pelo planejamento inicial para a orla, que indicava 200 tendas móveis em 65 quilômetros de praias, o Porto receberia apenas quatro tendas, cada uma com 40 cadeiras e 20 sombreiros. Dessa forma, o Porto teria 160 cadeiras e 80 sombreiros. Mas, com a mudança feita pela prefeitura, só lá ficarão 620 cadeiras e 310 sombreiros.

Segundo Rosemma Maluf, a medida foi tomada para minimizar o prejuízo dos barraqueiros que não seriam contemplados. “Queremos fazer um equilíbrio, por uma questão social. Tínhamos quase 90 ambulantes ali. Como posso reduzir para quatro?”.

Apesar de afirmar não ter sido comunicada da alteração, a superintendente do Patrimônio da União na Bahia, Cláudia Meire, diz que não há problema, já que não serão utilizadas estruturas fixas. “O ordenamento cabe à prefeitura, desde que as estruturas sejam removíveis e que não exista nenhum cercamento”, diz Cláudia.

Aluguel

Acontece que, após receberem os kits, os barraqueiros não gostaram de saber que não poderiam cobrar pelo aluguel dos equipamentos. “A cobrança é irregular, de acordo com o Código do Consumidor. Claro que existe uma insatisfação, porque as pessoas faziam o que queriam na faixa de areia, mas esses hábitos precisam ser mudados”, observa Rosemma.

Na tarde de ontem, o CORREIO encontrou oito barraqueiros que não estavam utilizando os equipamentos. “Não vamos descer (as peças) até resolvermos isso. Isso é um kit falência. Pago R$ 300 por mês com depósito, R$ 20 por dia para carregar tudo e R$ 60 por dia para uma funcionária. Como posso deixar de graça, já que tem clientes trazendo bebida de casa?”, questionou o barraqueiro Carlos Roberto, 49 anos. À noite, Rosemma Maluf não foi encontrada para comentar esta situação.

Foto: Correio.Cadeiras e banquetas entregues pela prefeitura escanteadas no Porto da Barra

Onde reclamar

Ontem, o único barraqueiro do Porto que usou os equipamentos padronizados foi Jorge Anderson, 32. Mas, ainda assim, ele não abriu mão da cobrança, nem de seu material antigo junto com as novas peças. “Não posso colocar as cadeiras de graça. Hoje (ontem), trabalhei com 100 cadeiras. Eles me deram 20”. Jorge, assim como outros barraqueiros, também tinha marcado os equipamentos com tinta. Segundo eles, a medida é para evitar que misturem, mas também é um problema.

“Orientei os fiscais que os notificassem, porque é um processo educativo. Se marcar, que seja discreto”, disse Rosemma. Na única barraca que usou os kits, ontem, a vendedora Lídia Souza, 32, pagou R$ 15 por duas cadeiras e pelo ombrelone maior. “Já me acostumei a pagar, mas é bom que seja gratuito. Mas é constrangedor se recusar”. O Procon vai investigar se há abuso na cobrança, segundo o superintendente Ricardo Maurício. Quem se sentir prejudicado pode procurar o Procon, o Codecon ou a Ouvidoria do município, através do 156.

*Correio

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